O que sempre se falou dos brasileiros? Pobres, mas criativos. Os reis do “jeitinho”. A criatividade e o “jeitinho” saíram às ruas, viraram cartazes, vozes, passos largos por avenidas cheias de prédios, carros e lojas, mas vazias, até então, de ideias.
O brasileiro, sempre criativo, saiu dos facebook, e essa foi uma das criatividades mais elogiadas. O brasileiro, “pobre, mas alegre”, fez contas e contas para entender até onde se vai vinte centavos. O brasileiro, “alienado, mas bom de samba”, soube usar a música da vez e pedir: “vem pra rua, vem”. O brasileiro, “ruim de educação, mas bom de futebol”, resolveu fazer o mais belo gol. Os tais vinte centavos foram apenas o passe perfeito, o cruzamento que faltava alguém acertar. E se fez o gol… E vai se fazendo uma goleada de 15, 30, 100 mil pessoas. Esses 100 mil sabem quem os representa, mas sabem mais ainda quem não os representa.
O brasileiro, criativo que só ele, reinventou sua bandeira e entendeu que “progresso” é muito mais do que uma palavra bordada. Aprendeu que o hino é para ser praticado muito mais do que simplesmente cantado. O brasileiro, “burrinho, mas simpático”, resolveu pedir educação, saúde, segurança e até vem entendendo de inflação.
O Brasil, país feito para turista ver, tem um novo carnaval, e ele cheia a vinagre com muito orgulho.
”#todarevoluçaocomeçacomumafaísca #changebrazil #vemprarua #protestobr
“Vandalismo é o que fazem com o seu pai na fila do médico. Destruição é o que fazem com a sua família quando seu filho morre em um assalto a mão armada. Violência é quando um professor tem redução de salário.O nome disso aqui é FÚRIA. O nome desse ônibus queimado é: EU EXISTO E NÃO SOU OTÁRIO. Escândalo é o salário e benefícios desses senhores ser pago com os meus míseros vintes centavos a mais.” Jean.